MULHERES QUE FIZERAM E FAZEM ACONTECER

Conferência Nacional de Assistência Social

Realizada em Brasília, de 06 a 09 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O estado de Mato Grosso esteve representado por 36 delegadas e delegados, reafirmando o compromisso com a defesa do SUAS em nível nacional.
Minha atuação como delegada e conselheira foi contributiva especialmente nos debates relacionados aos trabalhadores e trabalhadoras do SUAS e aos usuários e usuárias, com destaque para as mulheres em situação de rua, beneficiárias desse sistema ao longo desses 20 anos. Contribuí trazendo exemplos concretos da nossa experiência na capital Cuiabá, especialmente com o Centro POP-RUA, que atua no enfrentamento à discriminação e ao preconceito, minimizando as diversas formas de violência vivenciadas por pessoas em situação de rua — realidade ainda mais dura e vulnerável para as mulheres.
A partir da experiência, do diálogo e do contato permanente com essa pauta, busquei intervir nas propostas enquanto delegada, defendendo a necessidade de fortalecer e consolidar essa política pública, tendo como horizonte o SUAS que temos e o SUAS que queremos para os próximos anos, reafirmando a resistência, a proteção social e a garantia de direitos como pilares fundamentais do Sistema Único de Assistência Social.

Ressaltei que, ao longo desses 20 anos, o SUAS resistiu e se manteve vivo graças à força, ao compromisso ético e à sensibilidade dessas trabalhadoras, que mesmo diante de desafios estruturais, sobrecarga de trabalho e contextos de extrema vulnerabilidade social, seguem garantindo atendimento humanizado, escuta qualificada e defesa de direitos. Reconhecer o protagonismo das mulheres no SUAS é reconhecer que sem elas o sistema não se sustenta, não se territorializa e não chega a quem mais precisa.
Esse protagonismo feminino também se expressa no atendimento às mulheres usuárias do sistema, que buscam nos CRAS e CREAS proteção, orientação e apoio para romper ciclos de violência, superar desigualdades e reconstruir projetos de vida. Portanto, defender o SUAS é também defender as mulheres que o constroem diariamente, seja como trabalhadoras, gestoras, conselheiras ou usuárias.
VIVA o SUAS!!!

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